imgBlogO questionamento do título é feito a todo momento nas empresas, em busca da transformação de pessoas em líderes. Infelizmente a dura realidade se impõe: é impossível criar gestores.
Gestores têm um dom especial de cuidar e lidar com pessoas de uma maneira diferenciada. Óbvio que a grande maioria dos gestores de empresas atualmente foram colocados ao lado de gestores, mas não são gestores. Ser gestor de pessoas é uma das missões mais difíceis para o ser humano. Devemos ter um cuidado extremo com essa missão, pois uma falha pode decretar a falência de um negócio.

Muitas empresas, quando identificam um ótimo técnico em determinado assunto, ficam bastante preocupados em utilizar ferramentas de retenção para não perder o talento para seu concorrente. No ínício, a empresa se preocupa em valorizar o profissional, com um plano de desenvolvimento acelerado, ao destacá-lo frente aos demais colaboradores ou até com expressivos aumentos salariais e maiores bônus.

Após utilizar este arsenal para reter o talento, as empresas acreditam que a solução definitiva para mantê-lo é fazer dele um Gestor de Pessoas (Gerente, Diretor ou demais denominações).

Neste momento, a empresa (e o profissional que aceita o desafio) entraram em um caminho sem volta, em que se perde um ótimo técnico em troca de um péssimo gestor. Não queremos aqui generalizar e afirmar que pessoas tecnicamente acima da média não têm capacidade de ocupar cargos de gestão.

O fundamental é avaliar se as pessoas possuem aptidão (dom) para realmente transformar todo seu potencial técnico em gestão. Quando nos transformamos em gestores de pessoas, elas passam a ser nossa preocupação. O objetivo é fazer com que um grupo de colaboradores, criados em culturas completamente diferentes, consigam executar suas atividades em prol das necessidades da empresa.
Fazer isso exige muito de um profissional. Se ele não tem aptidão para gestão, pode sofrer e fazer os outros sofrerem, o que leva a empresa a perder outros talentos em busca de um gestor mais competente.

É possível diminuirmos alguns “gaps” da gestão por meio de cursos e programas de desenvolvimento, mas ainda assim há o risco de transformar um ótimo técnico em um gestor ruim. Além disso, este talento terá de fazer um esforço hercúleo para “mudar seu perfil”, nem sempre com sucesso.

Muitas empresas têm buscado transformar ótimos talentos em gestores, com o objetivo de mantê-los por mais tempo. Nossa dica é valorizar as carreiras técnicas da mesma forma que a carreira de gestão. Mais do que isso, é importante utilizar as próprias ferramentas de RH para identificar quem realmente tem capacidade de ser gestor de pessoas e quem deveria ser um especialista em sua área técnica de atuação.

Desistam de criar gestores e identifiquem quem realmente é o líder na sua organização.